Resolvi praticar exercícios já faz um tempo em uma praça que fica perto da minha casa. Comecei caminhando, a passos lentos, e agora já estou arriscando até uma corrida. Algo que me surpreendeu, tendo em vista que me cansava só olhar as pessoas correndo.

Ir para uma praça, que é uma área verde e agradável, em plena cidade de São Paulo é algo realmente estimulante. Reanima! É o contato com a natureza na selva de pedras. Mas o fato é que nem tudo são flores por lá. E o que, realmente, mais tem chamado a minha atenção, durante esses dias de corrida, não é o verde esperança da praça. O que tem me deixado esperto na praça são os donos de cachorros. Afinal, tem sido um esforço extra, quase um exercício olímpico, desviar – durante a corrida – da sujeira deixada pelos cachorros. Ou melhor, pelos donos dos cachorros.

Não são todos, é óbvio, que deixam a sujeira dos seus animais para trás. Já vi alguns poucos prevenidos, que com seus sacos plásticos recolhem as necessidades do cãozinho. Mas são poucos, que fique bem claro. A maioria leva mesmo o cachorro para a praça, observa com cara de paisagem ele fazendo a coisa, e vai embora sem o menor pudor. Normal, né? Pelo menos a casa dele estará limpa durante aquele curto período.

Ter um cachorro em casa é legal, e eu até aconselho. Tenho um. Mas o que eu não acho legal, e juro, até acreditava, inocentemente, que isso não existisse mais, são essas pessoas que desrespeitam o ambiente público e coletivo. Senhores/ras que transformam um dos poucos locais de lazer gratuito da cidade em um lugar sujo. Será que eles acham que a sujeira some com a força do pensamento?

Como todos sabem, ter um bicho em casa exige responsabilidades, assim como levar um cachorro para uma praça também pede alguns cuidados básicos. Pois como disse o poeta: A praça é do povo. E eu completo: E não de um cidadão apenas.

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